Âncoras
Como deve ser trabalhar em equipe:
Colaborativo
Ativo e participativo
Fonte de aprendizado e ensino
Ponto de troca de energias contrutivas
- #1 Colaborativo
É um filosofia de interação e um estilo de vida pessoal, enquanto que a cooperação é uma estrutura de interação projetada para facilitar a realização de um objetivo ou produto final.
Assim, pode-se dizer que o trabalho colaborativo é muito mais do que uma técnica de trabalho em grupo, é uma maneira de interação que respeita, reconhece e destaca as habilidades e competências de cada membro da equipe. Todos compartilham responsabilidades e liderança, de forma que o colaborador possui um papel de protagonismo mais ativo na condução do processo.
O líder, por sua vez, não mais detém a total responsabilidade pela aprendizagem e pelo desenvolvimento de seus colaboradores, mas, sim, o papel de facilitar, monitorar e eliminar qualquer tipo de obstáculo que impeça a equipe de solucionar o problema ou alcançar o objetivo.
No trabalho colaborativo, o processo é mais aberto e os membros da equipe interagem para atingir um objetivo compartilhado.
Já, no trabalho cooperativo, o processo é mais focado no líder e monitorado diretamente por ele. Trata-se de um conjunto de técnicas e processos que os colaboradores utilizam para a concretização de uma tarefa específica. Existe uma divisão mais clara de tarefas a serem realizadas pelos colaboradores, pois cada membro da equipe se responsabiliza por uma parte da resolução do problema, enquanto no trabalho colaborativo há um engajamento mútuo e um esforço coordenado para a resolução do problema em conjunto.
Portanto, decorre dessa visão o entendimento que a interação colaborativa, mediada pela experiência de cada membro da equipe, interagindo com outros mais capazes, tendo liberdade para falar, argumentar e, até mesmo, discordar de seus pares e do líder, torna-os corresponsáveis pelo processo e pelo resultado alcançado, gerando inteligência social e intelectual que podem servir como referências para resolução de problemas similares, constituindo a espinha dorsal da aprendizagem coletiva.
- #2 Ativo e Participativo
Quando os colaboradores ficam muito presos às suas tarefas diárias, eles ficam muito limitados. O potencial deles não é totalmente explorado e isso pode fazer sua empresa perder diversas oportunidades de crescimento.
Na gestão participativa, as responsabilidades e decisões são compartilhadas entre todos os funcionários, seja qual for sua posição hierárquica.
Isso, claro, exigirá mais de todo mundo. Os funcionários precisarão desenvolver e colocar em prática sua capacidade analítica, suas habilidades gerenciais e seu senso de inovação. Enfim, aspectos que façam florescer esse lado mais empreendedor.
No entanto, para que isso aconteça, é preciso deixar seus colaboradores bem informados em relação ao que acontece na empresa. Eles precisam estar a par de indicadores de desempenho e qualidade, de objetivos de negócio e de metas produtivas.
Além disso, você, como gestor, deve se mostrar mais flexível para acolher a participação dos funcionários. Seu feedback será muito importante para que eles tenham uma referência sobre a viabilidade de suas ideias.
- #3 Fonte de Aprendizado e Ensino
Quando mais pessoas passam a participar das decisões da empresa, pode-se pensar que esse processo fique mais demorado. Afinal, sempre vai surgir alguma divergência de ideias que possa frear o processo em algum momento, não é verdade?
Decisões unilaterais podem até serem mais rápidas, porém suas margens de erros são maiores. Por outro lado, quando há uma administração participativa, as deliberações se tornam mais democráticas e condizentes às preferências daqueles que serão afetados por elas.
Também devemos considerar que muitas ações poderão ser tomadas de maneira autônoma pelos colaboradores. Há uma liberdade maior para que soluções mais específicas sejam discutidas e implementadas entre os funcionários.
Com o tempo e essa cultura já enraizada na empresa, a rapidez para definir as decisões mais acertadas tende a ser maior.
- #4 Ponto de troca de energias construtivas
Colaboradores mais engajados, capacitados e autônomos não melhoram apenas o clima organizacional e a produtividade interna. Os clientes também são afetados positivamente por essa mudança de gestão de pessoas.
O público percebe isso naturalmente no atendimento, no serviço entregue, na qualidade do produto, entre outros pontos do seu relacionamento com a empresa.
Todo tipo de otimização nos processos e projetos internos reflete de alguma forma na satisfação dos clientes.
Por exemplo, no caso da terceirização do Call Center que citamos lá no primeiro tópico, os funcionários diminuiriam sua carga de trabalho e os consumidores seriam favorecidos com um atendimento mais disponível e preparado.